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Em tempos de competição, exigências e expectativas cada vez mais altas, deve-se ponderar os motivos que as pessoas têm para aprender. O que precisam, realmente, colocar na mochila para tornar a vida menos medíocre. Aspectos que os conteúdos não cumprem de imediato.

Não estamos no mundo para circular informação, isso nos foi imposto pelo surgimento da escola, contudo, antes do sistema, as pessoas aprendiam por meio do diálogo. A institucionalização do aprender/ensinar é o que causa a impressão de que a informação é o porquê de sermos educadores. Mas, não somos porque e sim para que

A tarefa difícil é observar em que medida os conhecimentos ajudam a compreender a construção das narrativas individuais, narrativas que, dado momento, se afastam da verdade do outro (interlocutor) para seguir em frente e em busca da autenticidade que nos torna, verdadeiramente, PESSOAS.

Ora, se é o entendimento de cada um que produz o mundo organizado que representamos em nossa mente, por que, comumente, vive-se em um mundo segundo a organização de outrem? Escolha, ponto de giro.

Os seres humanos se movem. Eles se movem de um lugar para outro, alarmam-se, inspiram e expiram, mas, à medida que se tornam conscientes, menos sentido veem no mundo. Neste ponto é que reside a hesitação da existência.

Diariamente, precisamos refletir sobre as contínuas escolhas que orientam nossas decisões e práticas. Querer é poder, não apenas uma representação, logo, quanto mais introspecção para decidir/iniciar o movimento corporal menos forma-se o espectador, em permanente expectativa. Por esse ângulo, o querer real é inseparável do fazer.

Muito se tem escrito e falado sobre os paradigmas que permeiam o nosso cotidiano em todos os níveis. Desde a mais remota antiguidade, pensadores, filósofos, educadores, teóricos,entre outros, sinalizam a necessidade de se atribuir significado a todo e qualquer saber. Entretanto, com o desenvolvimento tecnológico, a influência da quantidade excessiva de informações, dando a falsa sensação de uma sequência evolutiva pela qual vem passando a humanidade desde então, estabeleceu parâmetros e paradigmas difíceis de serem transpostos.

Diante dessa nova realidade, o que se pode depreender e aprender?Que esses parâmetros, irregulares e em geral não coerentes, levam os seres humanos a viverem entre incertezas e dúvidas, no sentido de haverem perdido realmente o conhecimento de si mesmos.

É do olhar do ser humano como cidadão do mundo, aquele que deve ir através e além das aparências que quero falar; é daquela escuta atenta que precisamos ter para “ouvir” escutando, inclusive o que o silêncio de alguns possa querer dizer. É de forma holística e sobre as dimensões humanas que quero expor e compartilhar com os leitores, neste mergulho reflexivo ao qual vocês estão convidados a participar.

Acostumamo-nos a praticamente tudo, quase sem exceção, casa, roupas, transporte coletivo, local de trabalho, companhias, programas de TV, alimentos, formas de comprar, nos aprisionando quase que inteiramente a um velho e perigoso inimigo: o hábito.Ah, o hábito! Ele nos impede de abrir os olhos para o novo e para dentro de nós mesmos, gerando um apego desnecessário a coisas e/ou situações absolutamente efêmeras. Podemos didaticamente dizer que cada um de nós tem suas dimensões que, em essência, são as mesmas, mas que carregam singularidades que fazem com que cada um de nós seja exatamente HUMANO.

São as seguintes quatro dimensões: Física, Cognitiva, Psíquica, Metafísica.Assuntos abordados nos encontros organizados pela Profa. Cecília Góes.